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João Pessoa: Ed. Universitária/UFPB, 2003. CD rom (álbum duplo)

Capa: Geraldo Profeta Lima

As Claves de Sônia

 

Vânia Maria Freire de Souza*

Li suas Confidências, suas claves.

Seus poemas são verdadeiros recortes da vida. É impressionante o seu poder de síntese.

Fiquei atenta às imagens. Não sei se é através das que você modela os seus poemas, ou se é por meio do poema que modela as imagens. Percebi ainda que a imagem se mistura com o texto, bem como o texto se transforma em imagem.

Há, nos poemas, uma profunda consciência artesanal das palavras. Apenas a título de exemplo: Del(e)it(e)o ... (dele + passé composé do verbo deleitar + deleite + deleito). São oito fonemas com tantas possibilidades semânticas. Segundo o meu ponto de vista, é o cruzamento perfeito entre a engenharia e a literatura. Entendo ainda que a sua poesia está precisamente em cada palavra, ou melhor, em cada palavra partida, desconstruída, para que possa ser construída mais profundamente.

Posso dizer que doem, e doem muito, talvez porque elas nos remetem aos re-cortes da vida, como: solidão, veredas, abismos, confidências, noite de sábado, entre outras.

Fico, neste momento, com "solidão

Querência de afago.

Silêncio", porque "o tempo não conhece pontes, constrói abismos."

* Vânia Maria Freire de Souza tem mestrado em Literatura Brasileira (UFPB) e integrou a equipe do Projeto "Ateliê de José Lins do Rego". É estudiosa da obra de José Américo de Almeida.

 

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