Apresento, de modo resumido, formulações da estética da recepção,

acreditando contribuir para a construção de uma História da Literatura.

 

Para uma
HISTÓRIA da LITERATURA

"Todo crítico, todo historiador fala a partir de seu presente"
Jean Starobinski
 
Obra << >> mantém relação com as antecedentes

Recepção de uma obra << >> inscrita na própria obra

na medida que mantém relação com as antecedentes

Cf. Jean Starobinski

 
PARATEXTO(S) >> importante(s) para orientar a recepção

Uma obra não se apresenta como novidade, em um deserto de informações.
Seu público está predisposto a um certo modo de recepção.
O processo de recebimento de um texto não se reduz à sucessão contingente de simples impressões subjetivas; é uma percepção guiada, que se desenrola em conformidade com um esquema indicativo bem determinado.

Cf. Jean Starobinski

HORIZONTE DE EXPECTATIVA

T E N S Ã O

Texto do presente
<<>>
Textos do passado

 

T E N S Ã O

Horizonte do presente
<<>>
Textos do passado

Cf. J. Starobinski

HORIZONTE
DE
EXPECTATIVA

Conceito fundamental na formulação de Jauss

 

A obra literária está dirigida ao LEITOR

O crítico, o historiador - são leitores
Mesmo o escritor, que concebe sua obra em função do modelo (positivo ou negativo) de uma obra anterior, é também leitor.

Cf. Jauss

Relação OBRA e LEITOR >> duplo aspecto: ESTÉTICO e HISTÓRICO

Cf. Jauss

 

"Uma história literária fundada sobre a estética da recepção saberá se impor na medida em que ela será capaz de contribuir ativamente para a totalização contínua do passado pela experiência estética."

Jauss, p. 49-50

 

"... o historiador da literatura deve sempre se tornar, inicialmente, ele mesmo, um leitor, antes de poder compreender e situar uma obra, isto é fundar seu próprio julgamento sobre a consciência de sua situação na cadeia histórica de leitores sucessivos."

Jauss, p. 51

 

"... a recepção de um texto pressupõe sempre o contexto de experiência anterior no qual se inscreve a percepção estética..."

Jauss, p. 56

 

"... a resistência que a obra nova opõe à expectativa de seu primeiro público pode ser tão grande, que um longo processo de recepção será necessário antes que seja assimilado aquilo que era originalmente inesperado, inassimilável."

Jauss, p. 73

Por outro lado, pode acontecer que uma significação virtual permaneça ignorada até que a evolução literária, introduzindo uma nova poética, torne acessível aquela poética da obra do passado, que se torna finalmente acessível à inteligência e à subjetividade.

Cf. Jauss, p. 73

Bibliografia básica:
JAUSS, Hans Robert. Pour une esthétique de la réception. Trad. Claude Maillard. Prefácio Jean Starobinski. Paris: Gallimard, [1978] (tel, 169). Préface de STAROBINSKI, J., p. 7-21.

Trad. dos trechos citados Sônia van Dijck

Apresento, esquematicamente, parte de algumas aulas do curso que ministrei

no Programa de Pós-Graduação em Letras da UEL, em 2003, como Professora Visitante (CNPq)

Esta página foi preparada por Sônia van Dijck, 2005

LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998