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SÔNIA van DIJCK

Lançamentos 17 ago. 2017

Socorro Aragão - Sônia van Dijck

ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS

 

Fotos: Lins Fotografia

Wellington Campos

(Imagens capturadas na internet)

PÔR DO SOL LITERÁRIO

A Confraria Sol das Letras promove, no próximo dia 17 de agosto (quinta-feira), mais um sarau literário, no pátio (Academos) da Academia Paraibana de Letras. A 43ª edição do Pôr do Sol Literário fará uma homenagem póstuma ao escritor Higino da Costa Brito, além do lançamento de livros de Socorro Aragão, Sônia van Dijck, Renata Escarião e Simão Farias.
O evento será iniciado, como de hábito, pela homenagem ao escritor Higino da Costa, com concessão de homenagem da Confraria Sol das Letras. Em seguida, haverá o lançamento dos livros A linguagem regional popular na obra de José Lins do Rego, de Socorro Aragão, e Estudos críticos - Guimarães Rosas, Luís Jardim, Luiz Ruffato, Hermilo Borba Filho, Chico Buarque, de Sonia van Dijck.
E ainda Sandálias vermelhas, de Renata Escarião, encerrando com Memória de voos rasos e gravidade e ode, de Ana Maria, de Simão Farias. Esta edição do Pôr do Sol destacará o trabalho dos artistas plásticos Fernando Sérgio Freire, Neide Medeiros, Miguel Bertolo e Célia Carvalho.
O evento prosseguirá com uma performance do cantor Roberto Cajá. Em seguida, será oferecido um coquetel. O Pôr do Sol Literário inicia às 17h30, e tem apoio da Academia Paraibana de Letras e da Livraria do Luiz.

Sol das Letras
O Pôr do Sol Literário já se consolidou como um dos mais prestigiados eventos da área literária na Paraíba. O grupo Sol das Letras foi criado para estimular a produção, criação, divulgação e debate sobre a literatura paraibana, nos cenários regional e nacional.
A Confraria se propõe a protagonizar, além do Pôr do Sol, outras iniciativas, como a realização da I Flor (Festa Literária do Extremo Oriental), a premiação das melhores obras do ano e ainda um concurso público, com o objetivo de projetar a literatura paraibana, não apenas no Estado, mas em todo o País.

Maria Luíza, a pequena visitante da Academia

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............Foto: Sônia van Dijck, 2015

CHAVES DE LEITURAS


Roberto da Silva

A bibliografia crítica brasileira muito se enriquece com a publicação destes Estudos críticos de Sônia Maria van Dijck Lima.
Apresentados em cursos, conferências, festivais literários ou divulgados em revistas e/ou em obras coletivas, depois de submetidos a uma criteriosa revisão, livram-se estes estudos de seu caráter disperso e adquirem agora uma nova fisionomia, irmanados em um único volume.

Em magistrais lições, aspectos de obras de Guimarães Rosa, Luís Jardim, Luiz Ruffato, Hermilo Borba Filho e Chico Buarque são analisados com profundidade, concisão e clareza, caraterísticas bem conhecidas da autora. Entre seus alunos, orientandos, leitores, Sônia van Dijck notabilizou-se pelo rigor em todas as suas atividades, quer como docente, quer como dirigente de associações de pesquisadores, quer ainda como organizadora de eventos universitários, entre os quais o inolvidável III Encontro de Ecdótica e Crítica Genética, em João Pessoa (1991). Professora e pesquisadora aplicada, Sônia van Dijck não somente sempre foi exigente com seus alunos e orientandos nos cursos de pós-graduação em que lecionou, mas também o é, sobretudo, consigo mesma. Assim, quando nos é concedida a privilegiada oportunidade de ler um trabalho de sua autoria temos a certeza de que, guiados por sua orientação segura, faremos relevantes descobertas sobre os assuntos por ela estudados.
O debate acerca de Contos, de J. Guimarães Rosa, inscrito em um concurso literário, a polêmica que suscitou entre os membros do júri, a escritura, a evolução da obra inicialmente intitulada Sezão, depois Contos e, finalmente sua publicação, cerca de nove anos depois, sob o título de Sagarana, a reconstituição da recepção que a crítica lhe concedeu, seu incontestável e perene êxito, tudo vai aqui equilibrada e minuciosamente exposto e argutamente analisado.
Em “O livro que saiu do cânone”, além de retomar a polêmica que se estabeleceu entre os membros do júri do Prêmio “Humberto de Campos”, promovido pela J. Olympio Editora, em 1937, e o debate que se acirrou entre os críticos, em 1946, logo após a publicação de Sagarana, Sônia van Dijck amplia as informações acerca da gênese do livro de J. Guimarães Rosa e analisa a trajetória de Maria Perigosa (1939), de Luís Jardim, vencedor daquele concurso. Tanto o dossiê genético de Sagarana quanto a saga do livro de Luís Jardim são matérias em que a autora transita com muita segurança, uma vez que, em outras obras, ela as havia estudado com percuciência, a saber, Ascendino Leite entrevista Guimarães Rosa, primorosa edição por ela organizada (1997, 2000, 2ª ed.), “Reconstituição da gênese de Sagarana” (1998), “Luís Jardim e Guimarães Rosa” (2001), Guimarães Rosa - Escritura de Sagarana (2003), além de inúmeros artigos publicados em periódicos especializados, no Brasil e no exterior.
Sagarana e Maria Perigosa, dois livros com trajetos bem distintos. O primeiro, logo reeditado. O segundo, somente cerca de vinte anos depois, não obstante as qualidades que lhe garantiram o prêmio literário, aqui estudadas pertinentemente por Sônia van Dijck. O livro de Luís Jardim jamais alcançou o mesmo sucesso de crítica e de público obtido por Sagarana, preterido por três dos cinco membros do júri do aludido concurso. A partir da leitura de dois contos de Maria Perigosa, a pesquisadora analisa as principais características da obra, suas temáticas, sua linguagem e, a propósito do regionalismo nela apontado pela crítica, aprofunda a discussão em torno desse caráter.

Em “Painel da cidade grande”, Sônia van Dijck, aceitando o convite de Luiz Ruffato, vai, debruçada sobre as páginas de Eles eram muito cavalos “percorrer os desvãos da metrópole, com olhos e ouvidos atentos, cruzando com criaturas que nunca mais serão vistas, porque integram a multidão.” Todavia, ela não o faz com o olhar distraído de simples leitora, mas como crítica amadurecida, sutil, analisando o livro, sua linguagem, estabelecendo as similaridades e as discrepâncias entre os personagens das narrativas de Eles eram muito cavalos e as de outro autor que também deu vida a suas criaturas em São Paulo, Mário de Andrade, notadamente em Pauliceia Desvairada. Mário, o “tupi tangendo o alaúde”, Ruffato, o “imigrante” e “tupi a seu modo e sem alaúde”. O olhar privilegiado que ambos, o poeta paulistano e o ficcionista mineiro, dedicaram à “pauliceia desvairada”, recolhendo a paisagem, tentando decifrar seus enigmas, Sônia van Dijck o revela para seus leitores em seu estudo, conduzindo-os na descoberta dos personagens e das situações que desejam contemplar. Conforme a ensaísta, “Ao leitor, Ruffato oferece um naturalismo que não teme mergulhar no submundo: a cidade grande para além do movimento de veículos, luzes, extensão territorial; para além das estatísticas do número de habitantes e dos indicadores de seu desenvolvimento.”
Sônia van Dijck retorna em “Joana: pernambucana e universal” a um campo fértil onde há muitos anos labora: a obra de Hermilo Borba Filho, o “amigo que não conheci”, conforme ela o define em seu ensaio. Sim, a intimidade com a obra do autor de A donzela Joana permite à ensaísta a sensação de ser amiga sua. Além de três livros consagrados à obra de Hermilo Borba Filho, Um Cavalheiro da Segunda Decadência: busca degradada de valores autênticos (1980), Hermilo Borba Filho: fisionomia e espírito de uma literatura (1986) e Gênese de uma poética da transtextualidade: apresentação do discurso hermiliano (1993), Sônia van Dijck é autora de inúmeros artigos sobre a obra do escritor pernambucano.
Nesse estudo, depois de nos oferecer um retrato de Hermilo Borba Filho, a ensaísta, analisa a presença de conteúdos da cultura popular do Nordeste em sua novela A donzela Joana, em que espetáculos, folguedos e literatura do povo da região como o bumba meu boi, o mamulengo, o pastoril, o romanceiro, o cancioneiro, “com ressonâncias universais”, conforme admitiu o próprio autor, são aproveitados na retomada da presença dos holandeses em Pernambuco, da luta por sua expulsão. Em sua análise, Sônia van Dijck esquadrinha a mescla do erudito e do popular, do regional e do universal, do sagrado e do profano nesse texto em que o dramaturgo transfere para o Nordeste brasileiro os feitos da heroína francesa Joana D’Arc.
Em “O popular como fonte poética”, Sônia van Dijck rastreia em “Auto-de-fé do Pavão Misterioso”, do mesmo Hermilo Borba Filho, elementos muito caros a esse autor, as formas cultivadas pelo povo e por ele incorporadas à literatura erudita por meio de suas obras. A estudiosa lembra que essa prática já fora utilizada pelos sertanistas e foi uma das características do Modernismo brasileiro, “no seio das várias correntes nacionalistas”, e que privilegiaram “as formas correntes no meio do povo.” A esse propósito, Sônia van Dijck discorre com a competência de pesquisadora, reconhecida nos meios acadêmicos no Brasil e além de suas fronteiras, acerca da nossa literatura popular, historiando a questão da autoria de um de seus clássicos, o Romance do Pavão Misterioso, de que se serviu Hermilo Borba Filho para a criação de seu “auto de fé”.
Finalmente, no último ensaio inserido em Estudos críticos, Chico Buarque, “poeta da vida urbana”, tem em Sônia van Dijck mais uma estudiosa de sua vasta poética comprometida “com o reflexo da realidade”. Em “Atualidade de ‘Pedro Pedreiro’”, a exigente crítica realiza uma acurada análise de uma das primeiras composições de Chico Buarque, focando o tipo urbano, destacando a economia lexical, a atitude crítica pretendida pelo texto, sua concisão, o discurso político, enfatizando seu estatuto universalizante concedido pelo compositor a sua criação, que ultrapassa a mera classificação de canção de protesto, de manifesto.
Os leitores de J. Guimarães Rosa, Luís Jardim, Luiz Ruffato, Hermilo Borba Filho e Chico Buarque encontrarão, pois, nestes Estudos críticos de Sônia van Dijck, além de chaves para melhor penetrar em meandros de suas obras, um estímulo para realizarem novas descobertas no universo de cada um deles.

Texto de apresentação de Estudos críticos

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Socorro Aragão

........................................................................... Foto: Nêm, 2017

Para se entender uma língua é necessário se conhecer o povo que a fala: seus costumes, crenças, tradições, suas histórias de vida enfim. Um estudo de língua feito sem apoio nessa realidade não poderá atingir seus objetivos, por ser artificial, imposto e, consequentemente, ineficaz.
Com base nessa constatação, um grupo de professores/pesquisadores e estudantes de pós-graduação da Universidade Federal da Paraíba realizou, na década de 90 a pesquisa “Aspectos Léxico-Semânticos da Linguagem Regional na obra de José Lins do Rego”, onde, entre outros objetivos, pretendeu fazer um “re-conhecimento” da realidade paraibana através das obras desse grande escritor, que são, sem a menor dúvida, um retrato bem real do nosso povo, seu falar, costumes, crenças e tradições, seu modo de viver, pensar e agir dentro do eu universo antropocultural.
A análise da linguagem regional da obra de José Lins do Rego foi levada a efeito através do levantamento sistemático dos termos, expressões e estruturas linguísticas de sua linguagem, em que foram analisados os aspectos léxico-semânticos, numa visão integrada em abordagem sócio e etnolinguística.
Como primeiro resultado da referida pesquisa foi publicada a obra A linguagem regional popular na obra de José Lins do Rego, com um glossário cujo objetivo básico foi não apenas registrar os termos e expressões regionais/populares encontrados nas obras de ficção do autor, mas torná-los o mais claro possível no sentido de facilitar sua compreensão pelo leitor não linguista ou literato, de outras regiões do país ou de países de língua estrangeira.
Um outro grande objetivo do trabalho foi a divulgação da obra de José Lins do Rego, e, ainda, a difusão, a nível do ensino médio e do grande público, da linguagem por ele usada e a valorização dos aspectos regionais da língua e cultura paraibanas.
Passados mais de 25 anos da primeira publicação resolvemos reeditá-la com algumas modificações e o acréscimo de algumas conceituações teóricas e exemplos de fraseologias de base comparativas e metafóricas.
O corpus selecionado para a realização do trabalho foi colhido nas obras de ficção - romances - de José Lins do Rego.
A primeira edição foi lançada em 1990. Agora estamos lançando a segunda edição, revista e ampliada, acrescentando a fraseologia usada por Zé Lins na obra Usina e atualizando a bibliografia sobre o autor e sua obra.

Maria do Socorro Silva de Aragão

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RENATA ESCARIÃO e SIMÃO FARIAS ALMEIDA

completaram a significação do Pôr do Sol na Academia Paraibana de Letras

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................................................................................................................................................ Fotos: Ana Izabel

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Se a Confraria Sol das Letras quiser divulgar a imagem do troféu SOLITO, concedido postumamente a Higino da Costa Brito, em 17 de agosto 2017, esta página ficará honrada em celebrar a homenagem ao ilustre escritor. FAZER CONTATO
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ARTE NA PARAÍBA

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MÚSICA E CANTO NA APL

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Sônia van Dijck

Foto: Roberto da Silva

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Criação da página: Sônia van Dijck, ago. 2017

Midi: I have a dream (Abba)

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