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Consagração

e

glória

 

Cartas a João Lyra Filho

 

Roberto da Silva

 

Capa: Alexandre Oliveira

Natal. Edição do autor, com apoio da Fundação Capitania da Artes, 2006

Serviço gráfico: Moura Ramos Gráfica e Editora

À guisa de apresentação


A publicação destas cartas, bilhetes e telegramas constitui uma homenagem ao centenário de nascimento de João Lyra Filho, ao 80º ano da conclusão de seu curso de direito na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro e da publicação de seu primeiro livro, A intervenção do Estado na ordem econômica.
Os documentos aqui selecionados fazem parte de seu vasto acervo, doado em 2002, ao Arquivo-Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro.
Os critérios de edição destes documentos são os mesmos que adotei em trabalhos anteriores como Luís, toujours lui: cartas de Câmara Cascudo a Bernard Alléguède (2002) e Flama serena: cartas de Luís da Câmara Cascudo a João Lyra Filho (2005).
A transcrição destas mensagens foi efetuada a partir de seus originais que se encontram no AMLB.
Nesta seleção predominam as mensagens em que são comentadas produções intelectuais do Destinatário e suas ações como homem público. Assim, trinta livros, dos cem publicados por João Lyra Filho, são aí apreciados, o que nos permite acompanhar, ao longo de cinqüenta e sete anos, um pouco de sua trajetória cultural. Eventualmente, são aí fornecidas também notícias acerca de obras dos missivistas, de outros escritores e fatos de nossa história contemporânea, uma vez que muitos deles são seus protagonistas.
Estas mensagens refletem o respeito, a admiração, a estima, a amizade, confessadamente fraterna, em alguns casos, de personalidades da maior expressão do Brasil no século XX, algumas ainda atuantes neste, homens e mulheres que se destacaram na literatura, no jornalismo, na ciência, na política, no magistério, no desporto, na magistratura, nas artes, enfim, nomes cimeiros que já fazem parte da história de nosso País, a um dos mais completos intelectuais brasileiros que, a par de sua vasta produção bibliográfica, ainda não suficientemente conhecida e avaliada, deixou a marca de sua laboriosidade nos vários campos em que atuou. Entre os remetentes, incluem-se: Gilberto Amado, Rosalina Coelho Lisboa, Oliveira Vianna, Hermes Lima, Gustavo Capanema, Odylo Costa, filho, Jorge de Lima, Osvaldo Orico, Heráclito Sobral Pinto, José Lins do Rego, Raul Bopp, Thiago de Mello, Cyro dos Anjos e Pedro Calmon.
Na transcrição destes documentos, meu cuidado maior foi o de assegurar a fidelidade aos originais, além de sua inteligibilidade e o realce de seu valor intrínseco.
Não foi efetuada a atualização de acordo com as normas vigentes nos documentos datados anteriormente à reforma ortográfica.
Assim, permanecem os acentos diferenciais (circunflexos diferenciadores de homógrafos); os acentos grave e circunflexo nas sílabas subtônicas, como em advérbios de modo; os acentos agudos de oxítonos terminados em i e u, sem hiato; as letras mudas, as abreviaturas, etc.
A pontuação original dos documentos foi mantida, mesmo quando em desacordo com a norma.
Quando indicam ênfase, foram mantidas as palavras em caixa alta e as sublinhadas.
Estas mensagens são publicadas, pois, conforme a documentação. Salvo o uso do itálico em palavras e expressões em língua estrangeira e em títulos de obras, que aí aparecem, ora com todas as letras maiúsculas, com ou sem sublinha, ora apenas entre aspas, ora ainda somente com sublinha, e salvo também a uniformização dos títulos de obras do Destinatário e a grafia do seu nome, não efetuei outras intervenções no texto e, em sua fixação, procurei preservar suas características cursivas. Entendo que outras correções que eu viesse a efetuar equivaleriam à subtração da espontaneidade do estilo predominante nos manuscritos. Permaneço fiel aos ensinamentos de Jean-Philippe Arrou-Vignod em Les discours des absents (1993): “(...) cada carta é seu próprio rascunho. Ao contrário desse objeto polido, igualado, que é um fragmento da prosa romanesca, a carta conserva o aspecto bruto de um esboço.”
Incluí em notas de rodapé dados biobibliográficos dos missivistas e de outros autores citados, informações, esclarecimentos e comentários de fatos aludidos no texto do respectivo documento transcrito. Lastimo que não tenha sido possível identificar pessoas mencionadas em alguns documentos. Também informei a referência bibliográfica de livros e ensaios aí referidos.


Roberto da Silva

Natal, abril de 2006

O DESTINATÁRIO - João Lyra Filho (1906 – 1988)

Jornalista, poeta, contista, professor, sociólogo, jurista, financista, memorialista, biógrafo, epistológrafo e orador. Ocupou relevantes cargos da administração pública, entre os quais: Secretário de Finanças do antigo Distrito Federal, Presidente da Junta de Controle da Superintendência de Urbanização e Saneamento do Estado da Guanabara, Ministro do Tribunal de Contas do Estado da Guanabara e Reitor da Universidade do mesmo Estado, em cuja gestão foi construído o Campus. Presidiu o Botafogo de Futebol e Regatas, o Conselho Nacional de Desportos e a Academia Carioca de Letras.

 

O autor do livro

Roberto da Silva

Endereço para correspondência:
Caixa Postal 1233
Ag. Nova Descoberta
Natal – RN
59075-970
e-mail: otorerb@ig.com.br
Telefone: (84) 3208-2684 / 8808-5412


Preço do exemplar: R$ 30,00

Leia sobre o autor

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LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998