Artigos
Contos
Entrevistas
Opiniões
Pesquisa
Poemas
HOME

GUIMARÃES ROSA

cronologia de vida e obra

Sônia van Dijck

1908
- 27 de junho. Nasce João Guimarães Rosa, em Cordisburgo (MG), primeiro dos seis filhos de Floduardo Pinto Rosa e Francisca Guimarães Rosa.

1914
- Começa a estudar as primeiras letras, com mestre Candinho.
- Inicia-se no estudo da língua francesa com Frei Estevam, religioso franciscano.

1916
- É diagnosticada, casualmente, a miopia congênita de JGR, pelo Dr. José Lourenço de Curvelo.

1917
- Começa a estudar holandês e continua o estudo do francês com Frei Canízio Zoetmulder, religioso franciscano.

1918
- É levado para Belo Horizonte pelo avô e padrinho Luís Guimarães, após um período de estudos no Colégio Santo Antônio, em São João Del Rei.
- Começa os estudos de bacharelado no Colégio Arnaldo, em Belo Horizonte.

1925
- Matricula-se na Faculdade de Medicina de Minas Gerais.

1928
- 27 de dezembro. É nomeado para o cargo de Agente Itinerante da Diretoria do Serviço de Estatística Geral do Estado de Minas Gerais/ Secretaria da Agricultura.

1929
- 3 de janeiro. Toma posse no cargo de Agente Itinerante da Diretoria do Serviço de Estatística Geral do Estado de Minas Gerais/ Secretaria da Agricultura, percebendo o salário anual de quatro contos e oitocentos mil-réis.
- 7 de dezembro. Publica o conto “Mistério de Highmore Hall” na revista O Cruzeiro, que fora selecionado em concurso promovido pelo mesmo periódico.

1930
- 9 de fevereiro. Publica o conto “Maquiné” no suplemento dominical de O jornal.
- 27 de março. É designado para Auxiliar Apurador da Diretoria do Serviço de Estatística Geral do Estado de Minas Gerais/ Secretaria da Agricultura, em caráter de substituição.
- 21 de junho. Publica, na revista O Cruzeiro, o conto “Chronos Kai Anagke (Tempo e destino)", “a mais extraordinária história de xadrez já explicada aos adeptos e não-adeptos do tabuleiro, num conto de João Guimarães Rosa”.
- 27 de junho. Casa-se com Lygia Cabral Penna.
- 12 de julho. Publica, na revista O Cruzeiro, o conto “Caçadores de camurças”.
- 21 de dezembro. Forma-se em Medicina, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais, tendo sido o orador da turma.

1931
- 5 de fevereiro. Solicita extração e registro do diploma de médico.
- Inicia a carreira de médico em Itaguara, município de Itaúna (MG).
- 5 de junho. Nasce Vilma, primeira filha de JGR e Lygia Cabral Penna.

1932
- 28 de abril. É nomeado para o cargo de Inspetor da Secretaria da Educação e Saúde Pública, no distrito de Itaguara, município de Itaúna (MG).
- Atua como voluntário da Força Pública, durante a Revolução Constitucionalista, indo servir no setor do Túnel.

1933
- 4 de abril. Entra para a Força Pública, por concurso, integrando como Oficial-Médico o 9º Batalhão de Infantaria, sediado em Barbacena (MG).

1933 a 1935
- Trabalha no Serviço de Proteção ao Índio.

1934
- 17 de janeiro. Nasce Agnes, segunda filha de JGR e Lygia Cabral Penna.
- 27 de janeiro. É designado para passar atestados de capacidade física e mental, pedidos por menores de 14 a 18 anos, em Barbacena (MG), por solicitação da firma Ferreira Guimarães e Cia.
- 7 de abril. Solicita documento de reservista do Serviço Militar, a fim de prestar concurso para o Ministério das Relações Exteriores.
- 12 de maio. É nomeado para o cargo de Capitão-Médico do Serviço de Saúde da Força Pública do Estado de Minas Gerais, com vencimentos anuais de 10:200$000.
- 6 de julho. Presta concurso para o Itamarati, sendo aprovado em segundo lugar.
- 11 de julho. É nomeado Cônsul de Terceira Classe, ingressando então na carreira diplomática.

1936
- Concorre ao Prêmio da Academia Brasileira de Letras, com o volume de poesias Magma.

1937
- 29 de junho. Recebe o 1º Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras, com o volume de poesias Magma.
- Escreve os contos de Sagarana e concorre ao Prêmio Humberto de Campos, da Livraria José Olympio, obtendo o segundo lugar.
NOTA DE PESQUISA: O título original do volume inscrito no concurso era Contos; continha 12 histórias. Pseudônimo de JGR: Viator.

1938
- 5 de maio. É nomeado Cônsul-Adjunto em Hamburgo, onde conhece sua segunda esposa, Aracy Moebius de Carvalho.

1941
- 20 de maio. Vai a Lisboa na qualidade de correio diplomático da Embaixada do Brasil em Berlim.

1942
- De 28 de janeiro a 23 de maio. É internado, junto com Cícero Dias e Cyro de Freitas Vale, em Baden-Baden, em conseqüência da ruptura de relações entre o Brasil e a Alemanha.
- 1 de julho. É enviado para a Embaixada em Bogotá, como Segundo Secretário.

1944
- 27 de junho. É exonerado do cargo em Bogotá e volta ao Rio de Janeiro, para a Secretaria de Estado.

1945
- Viaja a Cordisburgo e Paraopeba, com o Dr. Pedro Barbosa.
- 25 de outubro. É aceito como Sócio Titular da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro.

1946
- Publica Sagarana, com o qual concorre ao Prêmio da Sociedade Felipe d’Oliveira.
- 19 de maio. José César Borba publica, no Correio da manhã (Rio de Janeiro), entrevista de JGR.
- 26 de maio. Ascendino Leite publica, em O jornal (Rio de Janeiro), reportagem sobre JGR.
- É nomeado Chefe de Gabinete do Ministro João Neves da Fontoura.
- É enviado a Paris como Secretário da delegação brasileira à Conferência de Paz.

1947
- Recebe o Prêmio da Sociedade Felipe d’Oliveira, com Sagarana.
- Viaja ao pantanal mato-grossense
NOTA DE PESQUISA: Dessa viagem resulta “Com o Vaqueiro Mariano”, publicado no Correio da manhã, de 26 de outubro de 1947 a 7 de março de 1948.

1948
- 19 de março. Segue para Bogotá como Secretário-Geral da delegação brasileira à IX Conferência Pan-Americana.
- 10 de dezembro. É nomeado Primeiro Secretário da Embaixada do Brasil em Paris.

1949
- 20 de junho. É promovido a Conselheiro da Embaixada do Brasil em Paris.

1951
- É promovido a Ministro de Segunda Classe.
- 29 de março. Volta ao Brasil e é, novamente, nomeado Chefe de Gabinete do Ministro João Neves da Fontoura.
- 10 de novembro. É aceito como Sócio Efetivo da Sociedade Brasileira de Geografia, antiga Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro.

1952
- Maio. Viaja a Sirga, fronteira de Minas Gerais com a Bahia, acompanhando uma boiada, com Manuelzão.
NOTA DE PESQUISA: Manuelzão faleceu em junho de 1997.
- Viaja à Bahia, com Assis Chateaubriand.
- Publica, em edição restrita, Com o Vaqueiro Mariano.

1953
- 9 de outubro. É nomeado Chefe da Divisão de Orçamento do Ministério das Relações Exteriores.

1956
- Janeiro. Publica Corpo de baile.
- Maio. Publica Grande sertão: veredas e conquista três prêmios: “Machado de Assis”, Instituto Nacional do Livro; “Carmen Dolores Barbosa”, São Paulo; “Paula Brito”, Municipalidade do Rio de Janeiro.

1957
- Candidata-se à Academia Brasileira de Letras.

1958
- É promovido a Ministro de Primeira Classe (Embaixador).

1960 a 1961
- Publica, na página literária de O globo, uma série de narrativas, que depois formariam o livro Primeiras estórias.

1961
- Recebe o Prêmio “Machado de Assis”, da Academia Brasileira de Letras, por conjunto de obra.
- Publica Sagarana em Portugal, Ed. Livros do Brasil.
- É traduzida, na França, parte de Corpo de baile, sob o título Buriti, Editions du Seuil, tradução de J. J. Villard.

1962
- Publica Primeiras estórias.
- É traduzida, na França, a segunda parte de Corpo de baile, sob o título Les nuits du sertao, Editions du Seuil, tradução e nota de J. J. Villard.
- Assume, no Itamarati, a Chefia do Serviço de Demarcação de Fronteiras.

1963
- Candidata-se, pela segunda vez, à Academia Brasileira de Letras, na vaga de João Neves da Fontoura.
- 8 de agosto. É eleito, por unanimidade, membro da Academia Brasileira de Letras.
- É traduzida, na Itália, parte de Sagarana, sob o título Il duelo, Nuova Accademia Editrice, tradução de Edoardo Bizzarri e P. A. Jannini, apresentação de P. A. Jannini.
- É traduzido, nos Estados Unidos, Grande sertão: veredas, sob o título The devil to pay in the Backlands, Alfred A. Knopf, tradução de James L. Taylor e Harriet de Onis, prefácio de Jorge Amado, “The place of Guimarães Rosa in Brazilian Literature”.
- É premiado o livro Primeiras estórias pelo Pen Club Brasileiro.

1964
- É traduzido, na Alemanha, Grande sertão: veredas, sob o título Grande sertão, Kiepenheuer & Witsch, tradução de Curt Meyer-Clason.
- É editada, em Portugal, parte de Corpo de baile, sob o título Miguilim e Manuelzão, Ed. Livros do Brasil.

1965
- É vertido para o cinema Grande sertão: veredas, sob o título Grande sertão, adaptação, produção e direção de Geraldo Renato Santos Pereira.
- É traduzido, na França, Grande sertão: veredas, sob o título Diadorim - Le diable dans la rue, au milieu du tourbillon, Editions Albin Michel, tradução de J. J. Villard.
- É vertido para o cinema o conto “A hora e vez de Augusto Matraga”, com o mesmo título, adaptação, produção e direção de Roberto Santos.

1965 a 1967
- Colabora no jornal Pulso, até 1967, quando recolhe sua produção para editar em livro: Tutaméia.

1966
- Recebe do governador Israel Pinheiro a Medalha da Inconfidência.
- É traduzido, na Tchecoslováquia, o conto “A terceira margem do rio”, Svetová Literatura, Ed. Odeon, tradução de Pavla Lidmilova.
- 2 de dezembro. Recebe a condecoração da Ordem de Rio Branco.

1967
- Abril. Vai ao México, representando o Brasil no II Congresso Latino-Americano de Escritores, no qual atua como vice-presidente, até apresentar renúncia motivada pelas críticas feitas pelos delegados de Cuba e do Panamá ao governo dos Estados Unidos. Pronuncia seu único discurso em castelhano.
- Julho. Publica Tutaméia.
- Julho. É adaptado para teatro o conto “Conversa de bois”, sob o título Boi de carro, apresentado pelo Teatrinho Chique-Chique (BA), no II Festival de Marionetes e Fantoches da Guanabara.
- Integra a comissão julgadora do II Concurso Nacional de Romance Walmap.
- Outubro. Elabora, como membro do Conselho Federal de Cultura, extenso pronunciamento sobre o acordo ortográfico.
- É traduzido, na Espanha, Grande sertão: veredas, sob o título Gran sertón: veredas, Editorial Seix Barral, tradução, nota e glossário de Angel Crespo.
- 16 de novembro. Toma posse na Academia Brasileira de Letras, sendo saudado por Afonso Arinos de Melo Franco.
- 19 de novembro. Falece, vítima de enfarte.

1968
- Publica-se, postumamente, Estas estórias.

1970
- Publica-se, postumamente, Ave, palavra.

1997
- Publica-se, postumamente, Magma.

Publicado em
Revista do Revista do Instituto de Estudos Brasileiros,
São Paulo, Instituto de Estudos Brasileiros,
Universidade de São Paulo, n. 41, 1996, p. 249-254.

Republicado em
O Globo, Rio de Janeiro, 11 mar. 2006, p. 6-7. Prosa e Verso.

Republicado em
Graphos. Revista da Pós-Graduação em Letras - UFPB, João Pessoa, Universidade Federal da Paraíba, 2006, p. 99-103.

Wave: Minas Gerais

(na verdade, trata-se da composição napolitana Viene sul Mare - séc. XIX)

Entrevistas