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Vladimir van Dijck

para lembrar

16 dez 1971 - 24 maio 2014

cheiro de corpo

....................para Vladimir

...................................Sônia van Dijck

cheiro de talco
higiapele
phebo
loção pós-barba
paco rabanne
entre lembranças
cheiro perdido
meu filho
cheiro doce de flores
murchas
silêncio
................................. . . . . . . . . . . . ... . .24/27 maio 2014

Vladimir van Dijck nasceu no Porto da Barra (Salvador - Bahia - Brasil), filho de Sônia e Thomas van Dijck. Acompanhou a família que residiu em Aracaju (Sergipe) e, depois, em João Pessoa (Paraíba). Depois de alguns anos em São Paulo (São Paulo), a família retornou a João Pessoa, cidade que Vladimir adotou como sua terra. Estudou no Colégio Maristas Pio X, em João Pessoa, tendo guardado fortes laços afetivos com o colégio, até pelo fato de ali ter participado de um grupo de amigos que nunca se separou, cuja fratenidade provou-se até depois de sua partida. Cultivador de amizades sinceras, além da "turma do Pio X", como dizia, fez bons amigos por onde passou e nas bandas de rock de que participou (Elemento Surpresa, Módulo 3) e que organizou (U2 banda cover, Travolta, AutoPista). Ao lado da informática, o rock foi sua grande paixão. De bem com a vida, sempre que se apresentava ocasião, entregava-se ao prazer de cozinhar. No ensino superior, diplomou-se em Administração de Empresas (Universidade Federal da Paraíba, 2000). Foi gerente de TI na Companhia das Docas da Paraíba. Na CODATA, na qual foi Assistente de Informática, presidiu a Comissão de Aquisição de Bens e Serviços de Informática (CABSI). Na revista Informática em Revista (João Pessoa), assinou a coluna "Dicas e curiosidades". Em um sábado de sol, mergulhou no mar da Bahia e partiu (+ 24 maio de 2014).
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Morte?

O que é estar morto?
Isso mesmo estar morto!
Porque morrer de fato,
Não é condição exclusiva de desencarnados.
Conheço tanta gente viva,
Que mais morta do que viva,
Vaga o mundo em descompasso.
Descompasso com o ritmo
Caloroso e tranquilo
De um amigo num abraço
Descompasso com a harmonia
Inebriante e tão primitiva
De um fraterno bate papo.
Pobre gente!
Mortos vivos, carcereiros do afago!
Ainda ontem bebi com um amigo
Desses que a vida decidiu levar pra passeio.
Só que ele não!
Ele não é como esses zumbis do afeto.
Não estava fisicamente ao meu lado
Mas bebeu e comeu como sempre
Foi como se quase nada tivesse mudado
Ele é desses que entendem tanto
De harmonia e de ritmo
Que ontem, eu fiquei sem saber
Se eu bebia com ele no Convívio
Ou no céu dos afinados.


Eudes Moacir Toscano Jr.

Junho 2014

Última foto - Bahia, 24 maio 2014

Rua Coração de Jesus, 138

João Pessoa - PB - Brasil

Alguns amigos que não puderam comparecer ao ATOL MUSIC BAR, na noite de 11 de julho, mandaram-me mensagens, perguntando como foi a homenagem da banda AUTOPISTA a Vladimir van Dijck. Possivelmente, quem lá esteve contaria outros detalhes, ressaltaria aspectos que nem notei. Mas, com certeza, todos diriam que foi uma noite de muita amizade. Lá vai, então, minha versão.

Muita gente bonita, com disposição para curtir uma noite de bom som. A banda AUTOPISTA esteve fantástica. Como havia amigos que participaram de outras bandas de Vladimir, esses foram convidados a cantar e a tocar. Em clima de companheirismo e de celebração da saudade, vários amigos contaram breves histórias de acontecimentos vividos com Vladimir, outros deram depoimento sobre a amizade que os ligava. Só mesmo essa gente do rock pode criar leveza para falar de quem partiu. E foi justamente com essa leveza que Kiko resolveu apresentar: “no contrabaixo, meu amigo Vladimir” – ainda não sei se os aplausos foram para agradecer o gesto de Kiko ou se para acolher o baixista homenageado presentificado pela magia do anúncio de Kiko – de qualquer forma, para mim, naquele momento, Vladimir estava na banda. Antes de cantar uma composição do U2, Eudes leu um poema, escrito para Vladimir; conforme seu depoimento, “Vlad viu [...] e aprovou [...] só não sei como... ele aprovou” – abaixo, o poema de Eudes:

Quando o tempo não mais importar,
Quando cessarem os acordes de soar,
Quando enfim a última esperança não mais pulsar,
Ainda restará na pureza da amizade,
A força da verdade e a ternura da irmandade.
Pois a vida fez do inusitado o que ela tinha de melhor.
Do colega, o amigo,
Do amigo, o irmão.

.......................... Eudes Moacir Toscano Jr.

Que bom, Eudes, Vladimir ter podido ver o pacto de amizade traduzido em seus versos.
Noite de celebração da cumplicidade entre amigos. Noite de rock. Noite de saudade e de leveza.
Para relembrar uma das performances da AUTOPISTA, com Vladimir no contrabaixo, basta copiar em seu navegador http://youtu.be/9UNiwIIQVbE
://you.be/9UNiwIIQVbE

Pois é. “Só sei que foi assim”.
Sônia van Dijck

Amigos de Vladimir na noite do ATOL MUSIC BAR - 11 de julho de 2014

Para rever Vladimir baixista na banda AutoPista, copie em seu navegador

http://youtu.be/PljMijc5ExE

http://youtu.be/9I9MC_gx-m4

http://youtu.be/r-UVFIb2gL4

http://youtu.be/M27OQWeiI9s

http://youtu.be/yUdE9CCbev8

http://youtu.be/uBgISE0G-hI

http://youtu.be/lOLuAzU-3Es

Midi: U2, "Sunday, bloody sunday"

Criação: Sônia van Dijck

Iniciada em 24 jun. 2014